Torcedores devem ser beneficiados com a Liga. Foto: Karoline Mokfianski
A Liga Sul-Minas-Rio – ou Primeira Liga, como foi batizada – ainda tem detalhes incertos, mas promete mudar a gestão do futebol brasileiro. Atualmente, 15 clubes fazem parte da fundação da entidade, mas só 12 deles devem participar da primeira edição, que tem início marcado para fevereiro de 2016.
Inicialmente com o objetivo de promover a volta da extinta Copa Sul-Minas, a liga dos clubes se estendeu também ao estado carioca, onde Flamengo e Fluminense demonstraram interesse em participar da articulação, devido à um descontentamento com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj).
Além da dupla carioca, fazem parte também da liga: América-MG, Avaí, Atlético-MG, Atlético-PR, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Internacional, Joinville, Grêmio e Paraná. Inicialmente, a ideia era que houvessem apenas 10 participantes na primeira edição. Como a versão 2015 do ranking será levada em conta, Chapecoense e América-MG também devem jogar a competição.
Ainda sem emissora oficial, a competição já despertou o interesse de redes abertas, como a Record e a Globo, e fechados, como o Esporte Interativo, que já transmite a Copa do Nordeste, outro exemplo de liga criada pelos clubes.
Jairo Silva, comentarista esportivo, acredita que as redes de televisão tendem a se beneficiar com a nova competição. “A venda de pacotes pode ser facilitada com as presenças de grandes clubes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Os clubes do Paraná não oferecem tanto conteúdo pela falta de investimento na organização dos times”, afirmou o comentarista.
Com mais uma competição em nível nacional no início do ano, os estaduais tendem a perder força. Para o comentarista esportivo Gil Rocha, os clubes paranaenses erram ao desvalorizar a competição regional. “Acredito que, principalmente Atlético e Coritiba, os dois maiores times do Estado, comentem um erro em desvalorizar o Campeonato Estadual. Deveriam, pelo contrário, elevar muito um campeonato no qual eles entram como favoritos ao título”, analisou Gil Rocha.
A questão da arbitragem foi definida na última reunião dos clubes com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na quinta-feira (15). Segundo o diretor executivo da Primeira Liga, Alexandre Kalil, a estrutura deve ser a mesma existente da própria CBF, como ocorria na antiga Copa Sul-Minas. Já em casos de julgamento de infrações e indisciplina, a liga deve adotar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), como faz a CBF.
Após a reunião, em entrevista coletiva, Kalil se mostrou satisfeito com o apoio e colaboração por parte da CBF. “O torneio está na rua e vai reunir 12 clubes em três grupos de quatro, com semifinal e final. Fomos abraçados e vamos dar os últimos passos para lançar a competição”, explicou o CEO e líder da Liga Sul-Minas-Rio.
Como o número de participantes mudou diversas vezes, foram descartadas diferentes formas de disputa. Com 12 clubes na primeira edição, a competição deve ter três grupos de quatro participantes cada, sendo um turno único dentro de cada chave, assim como deve ocorrer nas fases finais. Os melhores de cada grupo e o segundo colocado geral avançam no campeonato.
Conforme sorteio promovido pela liga juntamente com a CBF, a primeira chave – ou grupo A – na primeira edição do campeonato deve ser formada por Cruzeiro, Fluminense, Avaí e América-MG. Já no grupo B estão Grêmio, Internacional, Atlético-PR e Chapecoense. Na chave C, Flamengo, Atlético-MG, Figueirense e Coritiba completam os participantes da disputa.
A ideia da Liga Sul-Minas-Rio lembra o modelo europeu, onde há uma confederação, que cuida apenas da seleção nacional e as ligas. Nessas organizações dos clubes, são eles mesmos quem mandam, definem regulamento, fórmula de disputa e buscam patrocínios. A quantidade de datas para disputa ainda está sendo definida junto à CBF. Porém, os clubes devem levar o torneio adiante mesmo sem o aval da confederação.
O comentarista Jairo Silva, mesmo se dizendo a favor da Primeira Liga, atenta para o fato de que os clubes devem ter ainda mais problemas com desgastes de jogadores. “Creio que uma competição como esta tente a crescer se não houver oposição da CBF e das Federações. O maior problema está no calendário. No momento em que as equipes reclamam a falta de tempo para treinar, jogos e viagens seguidas, é criada uma nova competição, o que vai gerar um desgaste ainda maior”, lembrou Jairo.
Já para o comentarista Gil Rocha, a criação da liga desvaloriza o futebol regional. “Sou a favor de uma maior clareza na definição regional. Seria totalmente a favor à criação de uma Copa Sul, por exemplo. Uma Copa Sul-Minas já achava contrassenso. Quanto a Sul-Minas-Rio, que pelo visto ainda deve abranger mais clubes, eu sou contra”, explicou o comentarista.
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) e o Atlético Paranaense não quiseram se manifestar sobre o assunto. Assim como o Coritiba, que não respondeu até o fechamento desta matéria.
Estaduais contam com baixa média de público
Um dos principais pontos levantados pelos criadores da Liga Sul-Minas-Rio é o provável aumento da média de público, diferente do que ocorre nos estaduais. Segundo os fundadores da liga, jogos contra times maiores devem gerar espetáculos melhores para os torcedores, atraindo assim mais pessoas para os estádios.
Em 2015, o Campeonato Paranaense foi a 14º competição com maior público na América do Sul, segundo levantamentos do Globo Esporte. O número passou os 3 mil pagantes por jogo, sendo que na Copa do Nordeste, exemplo de liga criada entre os clubes, esse número passou das 7 mil pessoas.

Para o comentarista esportivo Jairo Silva, a Liga Sul-Minas-Rio pode, em tese, trazer mais pessoas aos estádios, melhorando a renda dos clubes e a média de público. “Sem dúvida [a Primeira Liga] vai permitir melhor qualidade nos espetáculos. O clube precisa oferecer benefícios aos sócios torcedores, coisa que os campeonatos estaduais não conseguem, porque são jogos tecnicamente fracos. O nível técnico das partidas será melhor e isto provoca interesses dos torcedores e patrocinadores”, afirmou o comentarista.


Por Karoline Mokfianski
Reformulada, Arena da Baixada segue exigências.
Foto: Karoline Mokfianski
Tarefa fácil para a maioria da população, ir ao estádio pode ser uma dificuldade para os 24 milhões de cadeirantes brasileiros. Leis de acessibilidade nos estádios ajudam a assegurar o direito a esses torcedores, porém mesmo com fiscalização das federações, obstáculos passam despercebidos.

A lei da acessibilidade garante o acesso de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida a qualquer espaço, inclusive estádios de futebol. Apesar de pouco lembrada, é norma também no estatuto do torcedor e exigência das federações aos clubes para a disputa de qualquer competição profissional.

Em Curitiba, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) é a entidade responsável por averiguar e fiscalizar o cumprimento da lei de acessibilidade nos estádios. “O papel da FPF é fiscalizar os laudos de inspeções nos estádios, cabendo ressaltar que um laudo só tem aprovação se atender às exigências e normativas vigentes, entre as quais, as do Estatuto do Torcedor”, explicou o vice-presidente da FPF Reginaldo Cordeiro.

Os clubes que não cumprirem com a lei podem sofrer punição, como perda de mando de jogo, além da obrigatoriedade de adequar o estádio para que uma nova vistoria seja feita. Os torcedores portadores de deficiência que se sentirem lesados e não tiverem fácil acesso aos estádios devem procurar um advogado.
“A lei de acessibilidade não se restringe apenas aos deficientes e abrange também pessoas com mobilidade reduzida e obesos. Os estádios são obrigados a ter ao menos 1% da capacidade total para cada “categoria”, sendo 1% para deficientes, 1% para obesos, e assim seguindo”, explicou o advogado desportivo Leandro Malucelli.

No futebol paranaense, clubes buscam seguir lei

A Arena da Baixada, reformulada para a Copa do Mundo de 2014, recebeu adequações para seguir a lei de acessibilidade e tornar o acesso mais fácil. Elevadores conduzem os torcedores a lugares específicos e adaptados, que somam 120 cadeiras, incluindo cadeiras para acompanhantes. Independente se o ingresso adquirido pelo torcedor for mais barato, ele será realocado para o espaço adequado e com melhor visão.

Já no Couto Pereira, as dificuldades são mais visíveis, pois há poucas rampas e muitos degraus. Os torcedores cadeirantes têm acesso a todos os setores do estádio, mas barreiras os impedem de fazer isso sem ajuda. No setor geral, por exemplo, existe um local para que eles possam assistir aos jogos, entretanto para chegar até esse local é preciso descer 10 degraus.

“Já me ofereceram lugares que muitos acham mais adequados, como o setor Protork e outros setores das sociais, mas eu sempre gosto e prefiro ficar na arquibancada”, declarou o torcedor coxa-branca Jairton Rocha, portador de distrofia muscular e que frequenta o Couto Pereira mesmo em cima de uma maca.

O Ecoestádio, apesar de menor, apresenta todas as adequações, como rampas de acesso e banheiros adaptados para cadeirantes. O torcedor cadeirante deve entrar pelo portão do estacionamento, onde há vagas reservadas para deficientes. Para assistir ao jogo, há uma rampa que dá acesso aos locais destinados a esses torcedores.

“Mesmo sozinho e/ou sem carro, o cadeirante não terá nenhum problema para o acesso, pois a locomoção dentro Ecoestádio é fácil”, contou o presidente do JMalucelli, Juarez Malucelli.


O Paraná Clube informou, via assessoria de imprensa, que o clube conta com “uma presença razoável de torcedores com deficiência no estádio. Eles não pagam ingresso. O estádio possui entradas específicas para estas pessoas e eles têm acesso livre. O local que eles ficam é o setor social”.



Após goleada de 7 a 0, foco é na fulga do Torneio da Morte. Foto: Site Oficial Atlético Parananese
A goleada por 7 a 0 em cima do Nacional na rodada passada veio para alegrar um pouco a torcida atleticana, mas não resolve o problema da péssima campanha apresentada pela equipe nesse estadual. Dependendo de combinação de resultados para fugir do vexatório Torneio da Morte, o Atlético Paranaense enfrenta uma crise e uma torcida decepcionada com o clube.

Jogando neste domingo (29), o Furacão precisa primeiro cumprir sua obrigação e vencer o Londrina, para depois torcer contra um empate ou derrota do Cascavel diante do Foz. Este último que, por ironia do destino atleticano, esteve envolvido em desavenças políticas com o CAP fora de campo, devido à eleição para presidência da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Sem conseguir o apoio do Foz do Iguaçu ao candidato de oposição, o presidente atleticano desistiu do empréstimo de cinco jogadores ao clube.

Rivais de lado, o Furacão precisa primeiro fazer sua parte diante do Londrina. Após péssima campanha e um técnico demitido, o novo comandante, Enderson Moreira, estreou frente à equipe com a maior goleada do estadual até agora, por 7 gols a 0 diante do Nacional. Com confiança e esperanças renovadas, a vitória sobre o Londrina é a única forma de ao menos sonhar com uma classificação para a próxima fase do campeonato, e reconquistar a torcida, descrente na equipe após uma campanha fraca e um quadrangular final cada vez mais próximo.

A má fase e o Torneio da Morte

A última vez que o clube se saiu tão mal no campeonato foi há 35 anos, disputando o "Torneio da Morte", no qual foi “campeão”. Em 1980 o Atlético terminou a primeira fase na nona colocação, mesma em que se encontra no dado momento, e disputou o quadrangular final, tentando fugir de um rebaixamento no Paranaense. Na época, 20 equipes participavam do campeonato e os oitos melhores disputavam uma segunda fase, que classificava quatro equipes para disputar o título. Na disputa entre os 11 últimos da tabela, o Furacão conseguiu se recuperar e foi o melhor entre os piores colocados.

O quadrangular final reúne as quatro piores campanhas da primeira fase do Campeonato Paranaense. As equipes se enfrentam em turno e returno, no qual os dois piores são rebaixados para Segunda Divisão. Já estão confirmados na disputa Nacional e Prudentópolis, que ocupam as duas últimas posições. As duas vagas restantes aguardam as decisões dos jogos de Atlético Paranaense, Rio Branco e Cascavel.


Após quatro rodadas sem vencer e vaias na Arena da Baixada, Claudinei Oliveira deixa o comando do Furacão. Foto: Site Oficial Atlético Paranaense

Após a derrota para o Maringá de virada por 2 a 1, o técnico Claudinei Oliveira foi demitido e não comanda mais o Atlético Paranaense. A notícia foi veiculada no início da tarde deste domingo (15) nos meios de comunicação oficiais do Furacão. Há quatro rodadas sem vencer, a equipe corre riscos de disputar o torneio da morte no Campeonato Paranaense 2015. Marcelo Vilhena, comandante da equipe sub-23 no início do campeonato, deve assumir o time para esse fim de competição e início da Copa do Brasil.

O CAP entrou em campo nesse sábado (14) diante do Maringá, na Arena da Baixada, pela 9ª rodada do Campeonato Paranaense 2015. O Furacão saiu na frente no placar, com gol de Cléo, mas a Zebra virou com gols de Edinho e Marcelo Xavier e garantiu a vitória. Após a virada, a torcida protestou contra os jogadores, o ex-técnico Claudinei Oliveira e o presidente.

Logo no início da partida Rafinha assustou três vezes o goleiro do Maringá. Já aos 12’, Cléo foi derrubado pelo goleiro dentro da área, e o juiz marcou pênalti para o Atlético. O próprio jogador bateu e marcou, abrindo o placar diante da sua torcida. Após sofrer o gol, os visitantes foram para cima, parando os ataques constantes do CAP antes do gol. Aos 33’ Edinho recebeu de Eurico, driblou o zagueiro e marcou um belo gol para o Maringá, deixando tudo igual. Nos últimos minutos da primeira etapa, a Zebra ainda teve oportunidade de virar o jogo, mas Weverton fez bela defesa após cobrança de falta de Danilo Rios.

O Maringá voltou do intervalo no mesmo ritmo, indo para cima e busca o gol da virada, que chegou aos 7’. Após cobrança de escanteio e erro da zaga atleticana, Marcelo Xavier aproveitou para deixar a Zebra em vantagem: 2 a 1 Maringá. No decorrer da partida a equipe atleticana buscou o empate, mas era constantemente parada pelo goleiro Tadeu, que salvava o Maringá. Nesse ritmo o confronto se encaminhou para o fim e assinalou a vitória do time maringaense.

Na próxima rodada o Atlético recebe na Arena da Baixada o Nacional, no domingo (22), às 18h30.


Após polêmicas fora de campo, Atlético é derrotado pelo Foz. Foto: Site Oficial Atlético Paranaense.

Com muitas polêmicas fora de campo entre as diretorias do clube e a surpresa com o time principal do Atlético escalado para o Estadual, fato que não ocorria há dois anos, Foz do Iguaçu e Atlético Paranaense se enfrentaram na Arena da Baixada, pela 6ª rodada do Campeonato Paranaense 2015, na última quinta-feira (25). No jogo de novidades, que também contava com a primeira partida na Arena com o teto retrátil fechado –concluído parcialmente-, a vitória dos visitantes por 1 a 0 também foi surpresa. Com gol do zagueiro Wesley, a expectativa pela utilização da equipe principal do Furacão não foi confirmada.

Apos tantas novidades para o lado atleticano, a torcida ansiava por ver o elenco principal em campo no Estadual depois de dois anos. Mas o que se viu em campo não foi o esperado. A equipe era pouco eficaz em campo na primeira etapa e aos 27’ sofreu o gol. O zagueiro Wesley cabeceou sozinho a bola que veio da cobrança do escanteio, marcando para o Foz. Na saída para o intervalo, o time visitante foi aplaudido e o CAP saiu vaiado por sua torcida.

Na etapa complementar a postura do Furacão era diferente, com mais ataques e com três escanteios seguidos aos 15’, pressionando o Foz. Sem se deixar intimidar, o time da fronteira desperdiçou grande chance de aumentar a vantagem, com Lucão mandando por cima do gol. No caminho para a fim da partida o CAP ainda pressionou mais uma vez, perdendo sua melhor oportunidade no jogo, com Nikão pegando mal a sobra do chute de Marcos Guilherme e mandando para fora. Nesse ritmo encerrou a partida, com derrota atleticana por 1 a 0.


Na próxima rodada o Furacão recebe na Arena da Baixada o JMalucelli, no sábado (07), às 18h3


Mais de 17 mil torcedores compareceram ao Couto Pereira.
Foto: Divulgação/Site Oficial do Coritiba
Neste domingo (22), os corações dos torcedores rubro-negros e coxa-brancas bateram mais forte. Era dia de Paranaense, dia de ATLETIBA, o maior clássico do nosso futebol. Há os que dizem que o clima já não é mais o mesmo, mas quando a bola rola as emoções ficam à flor da pele. E dessa vez tivemos um clássico diferente, um clássico da paz.

Torcedores lotaram a rua Mauá na recepção.
Foto: Divulgação/Site Oficial do Coritiba
Muito antes do início do jogo, as torcidas já chegavam ao Couto Pereira. Os coxa-brancas prepararam a tradicional "Rua de Fogo" na Mauá. A festa sempre reúne milhares de torcedores para recepcionar o ônibus com os jogadores do Coritiba. Entre sinalizadores, fumaça, fogos de artifício, os gritos que vinham de cada torcedor ali presente motivava ainda mais o elenco para a "batalha".

Seja o elenco principal ou o Sub-23, não existe favorito quando se fala em ATLETIBA. Já no aquecimento das equipes, as torcidas "duelaram" através de músicas e gritos. O clima de clássico começou a tomar conta do Couto Pereira, palco de mais um clássico entre Coritiba e Atlético, o de número 362 da história. Antes da bola rolar, um minuto de silêncio em homenagem ao saudoso Dionísio Filho.

O técnico Marquinhos Santos escalou um Coritiba diferente, com três zagueiros. A equipe entrou em campo com Vaná; Norberto, Leandro Almeida, Welinton e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos e Negueba; Rafhael Lucas e Wellington Paulista. Já pelo lado rubro-negro, o técnico Marcelo Vilhena escalou o time com Macanhan, Mário Sérgio, Lula, Marcão, Matteus, Sidcley, Guilherme Batata, Gustavo Marmentini, Caique, Bruno Pelissari e Crysan.

O jogo começou e o som que vinha das arquibancadas no Alto da Glória ficou ainda mais forte. O "gigante de concreto armado" tremeu com mais de 17 mil torcedores. Em campo, o Coritiba mostrou quem manda e fez um bom primeiro tempo, com mais eficiência no ataque. O Atlético, por sua vez, tentava dar trabalho ao adversário usando a velocidade do jovem elenco. Porém, foi o alviverde que deu trabalho e abriu o placar, aos nove minutos do primeiro tempo. Carlinhos fez ótima jogada pela esquerda e tocou para o artilheiro e piá da base Rafhael Lucas. O jogador tocou para o fundo das redes, marcando mais uma vez no Estadual. O time coxa-branca seguiu melhor e, minutos depois, Alan Santos marcou o segundo do alviverde na partida. O gol aconteceu aos 18 minutos, após cabeçada de Leandro Almeida e rebote deixado pelo goleiro rubro negro.

Na etapa complementar, o verdão só administrou o placar e segurou a vitória. As equipes pouco criaram jogadas ofensivas. Com isso, o jogo ficou um tanto sonolento. O Atlético teve mais posse de bola e assustou em algumas das poucas chances que teve.

Ao apito final, a torcida rubro-negra seguiu para casa. E, 15 minutos depois, os coritibanos fizeram o mesmo. E a volta pra casa teve uma surpresa bem agradável. Muito diferente do que se estava acostumado a ver em dia de ATLETIBA, as torcidas seguiram em paz, sem brigas e conflitos. O futebol paranaense agradece!

Já era hora de se entender que no futebol não existem inimigos, apenas rivais. E tal rivalidade não deve sair das quatro linhas. Somos apaixonados pelo futebol e não devemos compactuar com a violência.

Essa mudança se deve muito à união promovida pelas diretorias dos dos clubes nos últimos dias. A "reeducação" das torcidas deve começar de cima. Só assim teremos um futebol paranaense maior e melhor para todos! NÃO À VIOLÊNCIA NO FUTEBOL!

Próximos compromissos

O Coritiba volta à campo pelo Campeonato Paranaense no domingo (01), às 16h00, quando enfrenta o Prudentópolis. O jogo acontece no Estádio Newton Agibert e terá transmissão da RPC - Afiliada Rede Globo no Paraná.

Já o Furacão, entra em campo já na quinta-feira (26), às 19h30. O adversário da vez é o Foz do Iguaçu e o jogo está marcado para a Arena da Baixada. A novidade da vez é que o Atlético jogará com seu time titular, que estava na Espanha até a semana passada. A decisão foi anunciada hoje, no site oficial do clube.


Atlético vence e chega a seis partidas invictas no Brasileirão

(FOTO: Divulgação/ Site Oficial do CAP)

Na volta do Brasileirão Série A, o Atlético foi até Macaé nesta quarta-feira (16) enfrentar o Flamengo e venceu por 2 a 1 Estádio Moacyrzão, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. 

Com a vitória, o Furacão chegou a 16 pontos e está na 6ª posição da tabela, e está na briga pelo G4, estando com apenas 1 ponto do quarto colocado, que é o Fluminense. Além da conquista dos 3 pontos, o CAP está a 6 jogos invicto no Brasileirão

O jogo marcou a estreia do técnico Doriva sob o comando do CAP, que teve alterações no time, Lucas Olaza entrou no lugar de Natanael e Derley no lugar de Deivid, com as mudanças o Furacão  foi a campo com: Weverton; Sueliton, Cleberson, Léo Pereira e Lucas Olaza; Derley, Otávio, Bady e Marcos Guilherme; Douglas Coutinho e Ederson.

O Atlético saiu na frente do placar com Douglas Coutinho ainda no primeiro tempo, aos 19 minutos, o atacante está brigando pela artilharia do Brasileirão com 6 gols. O Flamengo chegou ao empate aos 34min com Samir. A virada atleticana veio só no segundo tempo, após cobrança de falta Cleberson mandou a bola para o fundo das redes. 

Na próxima rodada o Atlético recebe o Criciúma na Arena da Baixada, o jogo acontecerá de portões fechados para a torcida devido a punição imposta pelo STDJ, às 18h30.



BEATRIZ MACEDO


 Mesmo com um gol anulado, CAP leva a melhor no clássico

(FOTO: Dilvugação / Site Oficial do Atlético)
Atlético-PR e Coritiba se enfrentaram nesse domingo (26), no Estádio Willie Davids, em Maringá, em partida válida pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O jogo terminou em 2x0 para o Furacão, que depois de 6 jogos se reencontrou com a vitória e se aliviou na tabela. Já o Coritiba ainda não venceu no campeonato, e se complicou ainda mais. Os gols da partida foram marcados por Marcos Guilherme, e Luccas Claro marcou contra.

O Atlético chegou a 9 pontos e está na décima colocação, na próxima rodada, quarta-feira (28) enfrenta o São Paulo, no Estádio Parque do Sábia. O Coritiba permaneceu com apenas 4 pontos e está na décima nona colocação, e na próxima rodada, também quarta-feira (28) enfrenta o Criciúma do Estádio Heriberto Hülse.

O CAP foi à campo com: Weverton, Suéliton, Cleberson, Léo Pereira, Natanael, Deivid, Otávio, Bady (João Paulo), Marcos Guilherme, Douglas Coutinho e Ederson (Nathan). 
Técnico: Leandro Ávila. 


O Coxa entrou em campo com: Vanderlei, Victor Ferraz, Welinton, Luccas Claro, Leandro Almeida (Geraldo), Carlinhos, Baraka, Chico, Alex (Jajá), Roni e Julio Cesar (Keirrison). 
Técnico: Celso Roth.

(FOTO: Divulgação / Site Oficial do Coritiba)
O primeiro tempo começou melhor para o Coritiba, aos 10' Roni cruzou para Julio César que desperdiçou a chance de mandar a bola para as redes. A resposta do Atlético-PR veio aos 15' com Douglas Coutinho que tentou de fora da área e o goleiro Vanderlei fez firme defesa. O Verdão quase abriu o placar aos 26' novamente com Roni, que mandou uma bomba de fora da área, porém o goleiro Weverton fez belíssima defesa. Apenas dois minutos depois Roni, de novo ele, soltou outra bomba e a bola foi na trave, e também com ajuda do goleiro Weverton. Na sequência da jogada o Furacão conseguiu contra-ataque, Marcos Guilherme invade a área e o goleiro Vanderlei espalma a bola. Aos 42' o Atlético-PR chegou a abrir o placar com Natanael, porém a arbitragem marcou impedimento.

Na segunda etapa aos 11' o Furacão abriu o placar com Marcos Guilherme que mandou a bola no canto esquerdo do gol adversário. Logo dois minutos depois Natanael cobra falta e o o zagueiro Luccas Claro marca contra. O time do Coritiba desandou em campo após os gols, e sentiu a pressão do time jovem do atlético que levava perigo com jogadas de contra-ataque. E a partida terminou em 2x0 para o CAP.

BEATRIZ MACEDO


Torcida rubro-negra se irrita e pede a saída do técnico Portugal

(FOTO: GUSTAVO OLIVEIRA/SITE OFICIAL DO CAP)
Em partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, o Atlético empatou em 1 a 1 com a Chapecoense no Estádio Willie Davids, em Maringá. O mando da partida era do CAP, que cumpre suspensão determinada pelo STDJ. Ederson abriu o placar para o Furacão, e Tiago Luis empatou para a Chape.

O Atlético chegou a 5 pontos e está na 13ª colocação do Brasileirão, já a Chapecoense está na lanterna do campeonato, com 2 pontos. O próximo compromisso do CAP é na quarta-feira (21) contra o Corinthians no Canindé. A Chape enfrenta também na quarta-feira o Criciúma no Heriberto Hülse.

Ficha técnica: Atlético Paranaense 1 x 1 Chapecoense
Campeonato Brasileiro – Quinta rodada
Data: 18/05/2014
Local: Estádio Willie Davids, Maringá
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Auxiliares: Wendel de Paiva Gouveia (RJ) e Carlos Henrique Alves Lima Filho (RJ)
Atlético Paranaense: Weverton; Sueliton, Cleberson, Léo Pereira e Lucas Olaza (Felipe); Deivid, Paulinho Dias, Natanael e Marcos Guilherme (Douglas Coutinho); Marcelo Cirino e Ederson (Bady)
Técnico: Miguel Angel
Chapecoense: Danilo; Fabiano, Jailton, André Paulino (Tiago Salette) e Rodrigo Biro; Bruno Silva, Abuda, Ricardo Conceição (Dedé) e Tiago Luis; Alemão (Roni) e Fabinho Alves
Técnico: Gilmar dal Pozzo
Gols: Cleberson, aos 15’ do 1º T (Atlético Paranaense), Tiago Luis, aos 42’ do 2º T (Chapecoense)
Cartões Amarelos: Marcos Guilherme, Marcelo (Atlético Paranaense) e Bruno Silva, Fabiano (Chapecoense)

FONTE: Site Oficial do Atlético Paranaense


                                                               BEATRIZ MACEDO


Com D’Alessandro inspirado, Internacional vira o jogo e assume a liderança provisória do Brasileirão

(Foto: Vinicius Costa/Site Oficial do Internacional)
Na tarde deste sábado, o Atlético-PR enfrentou o Internacional de Porto Alegre, em jogo teste no Estádio Beira Rio, válido pela quarta rodada do Brasileirão. O Furacão entrou em campo mais recuado, buscando jogo no contra-ataque , viu o Inter impor o seu  jogo e dominar a posse de bola no primeiro tempo. O time paranaense abriu o placar no segundo tempo, porém em menos de dois minutos sofre o empate e logo a virada, a pressão do time de Portugal nos instantes finais não foi suficiente para mudar o marcador. Com o resultado o Internacional assume a liderança provisória e o Atlético ocupa a 13ª posição, com 4 pontos.

O Jogo                                                                                                                            
As duas equipes iniciaram o jogo sem grandes chances. Nos primeiros minutos, o Internacional possuía maior posse de bola e eram do time Gaúcho as oportunidades mais claras. Aos 9 minutos  Alex lança Aránguiz, que recebe livre e toca para Rafael Moura, porém o auxiliar assinala impedimento. A primeira chance com perigo no jogo, veio aos 12’, D’Alessandro domina na entrada da área e chuta, a bola passa com perigo pelo gol de Weverton. O jogo corre livre no Beira Rio, as equipes não marcam de perto, com isso há espaço. O Internacional ronda a área do adversário e pressiona, aos 40’  a marcação da espaço e o meia Alex arrisca o chute, mas Weverton só acompanha e a bola sai pela linha de fundo.

O segundo tempo inicia empatado, porém o 0x0 no placar não dura muito tempo, o time paranaense volta melhor em campo, com Marcos Guilherme puxando o jogo pela esquerda, logo aos 7 minutos, ele mesmo abre o placar, após passe de Marcelo o meia toca na saída do goleiro Dida. Internacional 0x1 Atlético –PR. Sem tempo para a torcida atleticana comemorar, D’Alessando recebe de Alan Patrick e bate de fora da área acertando o canto o goleiro Weverton. Festa no Beira Rio e jogo empatado.
Após o gol, o Internacional cresce no jogo e da trabalho para a marcação rubro-negra. Aos 20 minutos, Alex recebe pelo lado esquerdo e chuta com força, rasteiro, forçando Weverton a fazer uma difícil defesa. Pressão do Inter e aos 22’, Alan Patrick com espaço solta uma bomba, sem chance para o goleiro atleticano. É a virada do Colorado e com ela a pressão continua, até os 35 minutos, quando o Atlético desmancha a retranca e parte para o ataque. Aos 39’ Suelinton fura uma bicicleta, que seria a salvação do time paranaense.

Papéis invertidos no final da partida, agora é o Internacional que se fecha e espera a chance para o contragolpe mortal. Mosquito avança pelo lado esquerdo e bate firma, o goleiro Dida espalma e joga para escanteio a última boa oportunidade do jogo.

Fim de jogo no Beira Rio, Internacional 2x1 Atlético-PR.  É a segunda derrota seguida do time paranaense, que agora enfrenta o Chapecoense dia 18, no Willie David, em Maringá. Já o Internacional recebe o Cuiabá pela Copa do Brasil, quarta-feira e no Brasileirão enfrenta o Criciúma, também no domingo (18), no Heriberto Hulse.


THAYS ZENI