Sete representantes paranaenses são de Curitiba. (Crédito: divulgação)
Pela primeira vez a Olimpíada acontece na América do Sul. O evento ocorre de 5 a 22 de agosto e 28 modalidades serão disputadas durante esses dias. O Paraná terá 29 representantes na competição, que disputarão 14 modalidades.

A abertura oficial será na sexta-feira (05), no Maracanã, mas as competições terão início dois dias antes, na quarta-feira (03), quando as equipes femininas de futebol entram em campo. Na quinta-feira (04) é a vez das seleções masculinas estrearem. No dia da abertura oficial, os representantes do tiro com arco iniciarão a competição. Confira a programação completa do evento.

O Brasil será representado por 465 atletas, a maior delegação que o país já teve em uma olimpíada. A maior, até então, havia sido na edição de 2004, em Pequim, com 188 atletas a menos do que neste ano.

Confira todos os representantes paranaenses na competição:

Atletismo
Flávia Maria de Lima - 800 metros rasos - Campo do Tenente (PR)
Hederson Estefani - 400 metros, 400 metros com barreiras e 4×400 metros rasos - Curitiba (PR)
Júlio César Miranda de Oliveira - lançamento de dardo - Paranavaí (PR)
Kauiza Venâncio - 200 metros e 4×100 metros rasos - Curitiba (PR)
Moacir Zimmermann - marcha atlética 20 km - Foz do Iguaçu (PR)
Tabata Vitorino - 4×400 metros rasos - Maringá (PR)

Basquete
Nádia Colhado - Pivô - Marialva (PR)

Canoagem Slalom
Felipe Borges - C1 - Foz do Iguaçu (PR)

Canoagem em velocidade
Ana Paula Vergutz - K1 200 metros e K1 500 metros - Cascavel (PR)
Roberto Maehler - K4 - Cascavel (PR)
Vagner Souta - K4 - Cascavel (PR)

Esgrima
Amanda Simeão - Curitiba (PR)
Athos Schwantes - Espada individual e equipe - Curitiba (PR)

Futebol
Thaísa - Xambrê (PR)
Zeca - Paranavaí (PR)

Ginástica Rítmica
Angélica Cristine Kvieczynski - Individual - Toledo (PR)
Gabrielle Moraes - Conjunto - Cambé (PR)
Morgana Gmuch - Conjunto - Toledo (PR)

Golfe
Miriam Nagl - Individual - Curitiba (PR)

Handebol
Haniel Langaro - Armador esquerdo - Umuarama (PR)-
Henrique Teixeira - Central - Maringá (PR)
Leonardo Santos - Armador - Maringá (PR)
Mayara Moura - Central - Arapongas (PR)

Natação
Henrique Rodrigues - 200 metros medley - Curitiba (PR)

Rugby
Gustavo Albuquerque - Maringá (PR)

Tiro esportivo
Cássio Rippel - Carabina deitado 50 metros - Ponta Grossa (PR)

Vôlei
Natália - Ponta Grossa (PR)
Serginho - Diamante do Norte (PR)

Vôlei de praia
Ágatha - Curitiba (PR)


Tem certeza que é "só futebol"? (Foto: reprodução/Facebook)
Não, não é "só futebol". É muito mais que isso. Para alguns, realmente, nada faz sentido e aquele "monte de homem correndo atrás de uma bola" não parece significar nada além de "só futebol". Os ingressos caros dificultam muitas pessoas de irem ao estádio, mas há quem não medem esforços para sair de casa, mesmo em dias chuvosos, para ver seu time do coração.
Para seu Jairton Rocha, 48 anos, é muito mais que "só futebol". É superação e exemplo. Todos aqueles que reclamam por tomar chuva no caminho ao estádio e preferem o conforto de seu sofá deveriam conhecer esse torcedor tão especial do Coritiba.
Frequento estádios há cinco anos e quando sinto certa preguiça de assistir à um jogo ruim ou sair de casa quando o tempo não está lá essas coisas, lembro do seu Jairton. É incrível como uma pessoa que poderia ter inúmeros motivos para sequer sair de casa ultrapassa todas as barreiras e vai feliz da vida pro Couto Pereira, sempre com sua família do lado.
Viver em uma maca, devido à uma atrofia muscular que possui há 34 anos, simplesmente não significa nada para esse torcedor. Mas o futebol, esse sim significa muita coisa. E quando perguntado das dificuldades encontradas quando vai ao Couto Pereira? Bom, ele é claro e objetivo. "Nunca tive dificuldade de acesso para ir onde pretendo ir". Repito: não é "só futebol". Não pode ser "só futebol". Não é possível que seja "só futebol".
Um "simples" esporte que leva milhões aos estádios pelo mundo a fora, que ultrapassa limites, supera expectativas e barreiras, deixa de lado qualquer limitação ou dificuldade que possa existir. Não é preciso ver e ouvir. Só é preciso sentir. Sentir a arquibancada balançar, o calor e a emoção da torcida, a vibração positiva. Tem certeza que é "só futebol"?
Na tarde de domingo (06), enquanto Coritiba e Vasco lutavam para se livrar do rebaixamento, seu Jairton estava lá, como sempre. Saiu de Guaratuba com toda a família e veio para o Couto Pereira, como faz em todos os jogos do seu time do coração. E se você acha que a chuva foi motivo para que ele mudasse de lugar, está muito enganado. Já foi apresentado ao confortável Setor Pro Tork e outros setores do estádio. Acha que ele trocou o seu lugar no primeiro anel da arquibancada, logo abaixo da Império Alviverde? Não mesmo.
Pessoas como ele nos dão mais ânimo para viver. E para viver o futebol. A paixão de ser torcedor, de entrar em um estádio, independente do tempo. Não há nada igual. Quer motivos para acreditar no futebol? Olhe para seu Jairton.
Por isso, amigos, É MUITO MAIS QUE "SÓ FUTEBOL"!


Lugar de torcedor é na arquibancada? Os dirigentes parecem não concordar (Foto: Karoline Mokfianski)
O futebol brasileiro, tão acostumado com a ser consumido pela massa, pelo povão, está cada vez mais irreconhecível. Infelizmente, querem torná-lo um produto apenas da elite mundial, com ingressos a preços absurdos.
Não há como comparar o ato de entrar em um Camp Nou - um estádio cinco estrelas, segundo a União das Federações Europeias de Futebol - com um Couto Pereira, com todo o respeito ao estádio paranaense. Conforto, luxo e o espetáculo visto em campo nos separam da maioria dos estádios pelo mundo.
Cada vez mais surgem pessoas querendo tornar o futebol um produto de consumo, um espetáculo caríssimo, que só alguém com alto poder aquisitivo pode usufruir, acabando com as características nativas do futebol brasileiro.
A busca pelo dinheiro e o poder vem à frente do calor, da emoção e da paixão que demonstram as torcidas dos clubes brasileiros. O objetivo é único: ganhar dinheiro. Não querem saber os dirigentes se vivemos em um país onde a maioria é pertencente de classes mais baixas.
No domingo (06), às 17h, o Coritiba se despede de sua torcida no Couto Pereira, diante do Vasco. Sobram pedidos de apoio vindo de jogadores, comissão técnica, dirigentes. Mas o preço para ceder todo esse apoio e motivação pedidos é fora da realidade para muitos torcedores: 150 reais.
O motivo? Bom, segundo eles, "incentivar" os torcedores a se tornarem sócios e também o medo da violência, que, para eles, parece ser cometida somente por quem não tem condições de pagar um preço tão alto por um ingresso. Pelo menos é o que sugerem ao usar isso como motivo para o aumento no preço dos ingressos.
O engraçado é que não há qualquer tipo de "incentivo" para que se tornem sócios e sim uma pressão, uma tentativa de obrigar. Será que todo mundo que deseja ver o Coritiba jogar tem condições financeiras de pagar todo mês uma taxa para que possa entrar no Couto Pereira?
O Atlético parece seguir a linha do "prefiro pouca gente pagando valor alto do que muitos pagando pouco" e a diretoria do Coritiba está indo para o mesmo caminho.
Pagar 150 reais para ver uma final de Copa do Brasil no Allianz Parque com Palmeiras e Santos em campo, por exemplo, é algo considerável. Pagar 150 reais para ver dois clubes brigando contra o rebaixamento, porém, é absurdo. Claro, para quem é torcedor todo jogo é importante, até porque é seu time do coração que está em campo, mas há que se levar em conta o custo-benefício de assistir à uma partida como Coritiba e Vasco com ingressos a 150 reais.
A ideia da elitização do futebol brasileiro é simples:  quer ver seu time jogar? Pague o quanto pedimos. Não tem condições? Então fique de fora.
Triste ver o rumo que um esporte tão amado está tomando. Lugar de torcedor é no estádio. Porém os clubes parecem preferir dificultar e mudar o lema para "estádio é lugar de torcedor com alto poder aquisitivo".



Cada vez mais o futebol brasileiro vem sendo associado à cenas lamentáveis de violência e vandalismo, graças a bandidos que se travestem de torcedores. Infelizmente, inocentes e as próprias instituições acabam pagando por esses falsos admiradores desse esporte tão amado em nosso país.
No domingo (25), depois da derrota do Coritiba frente ao São Paulo, novamente houve tentativa de invasão ao vestiário do alviverde. "Torcedores" do clube conseguiram acesso ao estacionamento de funcionários e jogadores, quebrando o carro do roupeiro do clube, que nada tem a ver com a péssima situação vivida pelo Coxa no Brasileirão 2015.
E quem pagou por isso? Inocentes, como sempre. E, para piorar, a instituição Coritiba está na mira do STJD, podendo sofrer punição, que vai de uma multa, até perda de 10 mandos de campo.
Já é a segunda vez que o caso ocorre nos bastidores do alviverde. Da última vez, depois do jogo contra o Flamengo, ainda no primeiro turno, quando Ney Franco fez sua estreia como técnico, "torcedores" já haviam feito o mesmo. Porém, na ocasião, houve a invasão ao vestiário e jogadores do clube foram cobrados com duras críticas. Nada foi feito.
O Atlético-PR, por exemplo, quase todo jogo presencia cenas de violência entre duas torcidas organizadas do próprio clube. Cena que é ainda mais absurda, já que se tratam de torcedores de um mesmo time, com interesses em comum.
A impunidade e falta de preocupação com casos assim acabam afastando os verdadeiros torcedores dos estádios. Muitas famílias deixam de ter esse tempo de lazer por medo e insegurança.
E não falo de punição aos clubes, mas sim às pessoas físicas que cometem esses tipos de crimes. Os clubes não podem ser responsáveis por controlar os ânimos de seus torcedores, que, aliás, não são poucos. O poder público e a polícia precisam de mobilizar para identificar esses bandidos travestidos. O futebol brasileiro, os times e os verdadeiros torcedores não podem pagar por isso.
Somos o país do futebol, mas não da educação e do respeito ao próximo, infelizmente.


Torcedores devem ser beneficiados com a Liga. Foto: Karoline Mokfianski
A Liga Sul-Minas-Rio – ou Primeira Liga, como foi batizada – ainda tem detalhes incertos, mas promete mudar a gestão do futebol brasileiro. Atualmente, 15 clubes fazem parte da fundação da entidade, mas só 12 deles devem participar da primeira edição, que tem início marcado para fevereiro de 2016.
Inicialmente com o objetivo de promover a volta da extinta Copa Sul-Minas, a liga dos clubes se estendeu também ao estado carioca, onde Flamengo e Fluminense demonstraram interesse em participar da articulação, devido à um descontentamento com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj).
Além da dupla carioca, fazem parte também da liga: América-MG, Avaí, Atlético-MG, Atlético-PR, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Internacional, Joinville, Grêmio e Paraná. Inicialmente, a ideia era que houvessem apenas 10 participantes na primeira edição. Como a versão 2015 do ranking será levada em conta, Chapecoense e América-MG também devem jogar a competição.
Ainda sem emissora oficial, a competição já despertou o interesse de redes abertas, como a Record e a Globo, e fechados, como o Esporte Interativo, que já transmite a Copa do Nordeste, outro exemplo de liga criada pelos clubes.
Jairo Silva, comentarista esportivo, acredita que as redes de televisão tendem a se beneficiar com a nova competição. “A venda de pacotes pode ser facilitada com as presenças de grandes clubes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Os clubes do Paraná não oferecem tanto conteúdo pela falta de investimento na organização dos times”, afirmou o comentarista.
Com mais uma competição em nível nacional no início do ano, os estaduais tendem a perder força. Para o comentarista esportivo Gil Rocha, os clubes paranaenses erram ao desvalorizar a competição regional. “Acredito que, principalmente Atlético e Coritiba, os dois maiores times do Estado, comentem um erro em desvalorizar o Campeonato Estadual. Deveriam, pelo contrário, elevar muito um campeonato no qual eles entram como favoritos ao título”, analisou Gil Rocha.
A questão da arbitragem foi definida na última reunião dos clubes com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na quinta-feira (15). Segundo o diretor executivo da Primeira Liga, Alexandre Kalil, a estrutura deve ser a mesma existente da própria CBF, como ocorria na antiga Copa Sul-Minas. Já em casos de julgamento de infrações e indisciplina, a liga deve adotar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), como faz a CBF.
Após a reunião, em entrevista coletiva, Kalil se mostrou satisfeito com o apoio e colaboração por parte da CBF. “O torneio está na rua e vai reunir 12 clubes em três grupos de quatro, com semifinal e final. Fomos abraçados e vamos dar os últimos passos para lançar a competição”, explicou o CEO e líder da Liga Sul-Minas-Rio.
Como o número de participantes mudou diversas vezes, foram descartadas diferentes formas de disputa. Com 12 clubes na primeira edição, a competição deve ter três grupos de quatro participantes cada, sendo um turno único dentro de cada chave, assim como deve ocorrer nas fases finais. Os melhores de cada grupo e o segundo colocado geral avançam no campeonato.
Conforme sorteio promovido pela liga juntamente com a CBF, a primeira chave – ou grupo A – na primeira edição do campeonato deve ser formada por Cruzeiro, Fluminense, Avaí e América-MG. Já no grupo B estão Grêmio, Internacional, Atlético-PR e Chapecoense. Na chave C, Flamengo, Atlético-MG, Figueirense e Coritiba completam os participantes da disputa.
A ideia da Liga Sul-Minas-Rio lembra o modelo europeu, onde há uma confederação, que cuida apenas da seleção nacional e as ligas. Nessas organizações dos clubes, são eles mesmos quem mandam, definem regulamento, fórmula de disputa e buscam patrocínios. A quantidade de datas para disputa ainda está sendo definida junto à CBF. Porém, os clubes devem levar o torneio adiante mesmo sem o aval da confederação.
O comentarista Jairo Silva, mesmo se dizendo a favor da Primeira Liga, atenta para o fato de que os clubes devem ter ainda mais problemas com desgastes de jogadores. “Creio que uma competição como esta tente a crescer se não houver oposição da CBF e das Federações. O maior problema está no calendário. No momento em que as equipes reclamam a falta de tempo para treinar, jogos e viagens seguidas, é criada uma nova competição, o que vai gerar um desgaste ainda maior”, lembrou Jairo.
Já para o comentarista Gil Rocha, a criação da liga desvaloriza o futebol regional. “Sou a favor de uma maior clareza na definição regional. Seria totalmente a favor à criação de uma Copa Sul, por exemplo. Uma Copa Sul-Minas já achava contrassenso. Quanto a Sul-Minas-Rio, que pelo visto ainda deve abranger mais clubes, eu sou contra”, explicou o comentarista.
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) e o Atlético Paranaense não quiseram se manifestar sobre o assunto. Assim como o Coritiba, que não respondeu até o fechamento desta matéria.
Estaduais contam com baixa média de público
Um dos principais pontos levantados pelos criadores da Liga Sul-Minas-Rio é o provável aumento da média de público, diferente do que ocorre nos estaduais. Segundo os fundadores da liga, jogos contra times maiores devem gerar espetáculos melhores para os torcedores, atraindo assim mais pessoas para os estádios.
Em 2015, o Campeonato Paranaense foi a 14º competição com maior público na América do Sul, segundo levantamentos do Globo Esporte. O número passou os 3 mil pagantes por jogo, sendo que na Copa do Nordeste, exemplo de liga criada entre os clubes, esse número passou das 7 mil pessoas.

Para o comentarista esportivo Jairo Silva, a Liga Sul-Minas-Rio pode, em tese, trazer mais pessoas aos estádios, melhorando a renda dos clubes e a média de público. “Sem dúvida [a Primeira Liga] vai permitir melhor qualidade nos espetáculos. O clube precisa oferecer benefícios aos sócios torcedores, coisa que os campeonatos estaduais não conseguem, porque são jogos tecnicamente fracos. O nível técnico das partidas será melhor e isto provoca interesses dos torcedores e patrocinadores”, afirmou o comentarista.


Rua Mauá foi tomada pela paixão trazida pelo futebol.
Foto: Divulgação/Coritiba
À caminho do clássico AtleTiba, no último domingo (20), um sentimento, que há muito não aparecia, tomou conta de mim. As pessoas andando nas ruas com a camisa do seu time do coração, indo em direção ao Alto da Glória, famílias felizes com seus filhos, idosos, jovens,... Tudo na mais perfeita paz. Já estava com saudades desse clima de clássico.
A chegada ao Couto Pereira foi diferente. Não era um dia qualquer. Mais de 30 mil pessoas eram aguardadas no palco do espetáculo e quando cheguei lá, faltando mais de uma hora para o início do jogo, um mar alviverde e rubro-negro já tomava conta do local. E a ansiedade pro início do jogo estava estampada no rosto de cada torcedor ali presente.
A entrada foi tranquila, calma e organizada, como sempre. Porém, subindo as escadas e chegando à arquibancada, aquele clima de clássico estava ali. Já estava quase tudo lotado e as torcidas já duelavam através da música e dos gritos de apoio aos seus times do coração. Lindo de se ver.
Há quem diga que "é só futebol". Não, meus amigos, não é "SÓ futebol". É algo impossível de se descrever, difícil de explicar e só quem vive os momentos que esse esporte nos proporciona sabe o que é isso. Não há nada parecido, nada que nos emocione e nos faça acreditar mais do que o futebol.
Mesmo naqueles momentos mais tristes e preocupantes, em que a bola parece se recusar a balançar a rede ou que o goleiro parece pequeno demais diante da meta que defende. Ou então quando a bola balança a rede, o goleiro faz uma defesa incrível ou um drible que faz nosso coração pulsar ainda mais forte. É nesses momentos que entendemos que é muito mais que "SÓ futebol".
A cada jogo é uma emoção diferente, cada lance parece inesquecível, por mais tolo e simples que possa parecer no momento em que ele acontece. E quando se trata do derby paranaense, todo e qualquer lance é motivo de alegria para uns, e tristeza para outros.
Quando a bola rolou, os gritos de apoio e provocações saudáveis ficaram ainda mais fortes. O nervosismo tomou conta de todos e os minutos pareciam horas, dias, meses, que demoravam a passar. Parece que o momento mais esperado, o gol, nunca ia chegar. Mas, quando ele chega, perdemos a noção. Abraçamos quem está do nosso lado e sentimos a necessidade de compartilhar aquela alegria e emoção.
Infelizmente esses bons momentos, às vezes, são ultrapassados por cenas lamentáveis de violência e rivalidade. Rival não é inimigo e futebol não é um campo de guerra. Porém, graças à união das diretorias, esse cenário mudou no AtleTiba. As brigas estão cada vez menos frequentes e a festa das torcidas cada vez maior e mais bonita.
Lindo ver um clássico com casa cheia (mais de 34 mil pessoas) e com a emoção e alegria tomando conta das arquibancadas e ruas de Curitiba. O que se espera é que isso se repita e melhore a cada ano. As próximas gerações merecem um AtleTiba da paz!


As falhas de arbitragem sempre existiram e sempre existirão, até porque “errar é humano”, não é mesmo? Pois é, mas “insistir no erro é burrice”, diria o ditado popular. Em todas as rodadas a história vem se repetindo: falhas de arbitragem que alteram resultados, prejudicando uns e favorecendo outros. E a responsabilidade disso, de quem é?

Bom, deveria ser das entidades que comandam o futebol brasileiro: a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e das federações estaduais, que são responsáveis pela formação dos árbitros e assistentes. Porém, o que vemos é um conformismo por parte dessas organizações em procurar as causas e apontar soluções para esse problema.

Onde está o erro? É uma roubalheira? Jogos e arbitragens comprados? Falta de preparação? Fico com a última opção. Não podemos culpar somente os árbitros e assistentes por isso, até porque não são eles os responsáveis pela sua própria preparação profissional, mas é inegável que eles também são culpados.

Conhecer profundamente as regras é algo indispensável para quem trabalha com esporte, seja jornalista, técnico, jogador e principalmente os árbitros. Mas essa parece ser uma tarefa complicada demais. Será tão difícil entender lances claros de pênalti, cobranças de falta e laterais invertidos, impedimento.

Ah, o impedimento. Uma regra tão simples e tão discutida e dificultada pelos profissionais que trabalham com futebol. Dizem que para uma mulher dizer que entende do esporte, ela precisa conhecer tal regra. Estranho, já que até mesmo pessoas que trabalham no meio parecem não a entender tão bem assim. Ou, ao menos parecem não a compreender.

Se antes o discurso e o “chororô” por causa de erros de arbitragem só vinham dos clubes menores e, por coincidência (ou não), os mais prejudicados, hoje as reclamações se dissiparam e vêm de todos os lados. Corinthians, Flamengo, os queridinhos da mídia e da própria CBF, estão sendo cada vez menos favorecidos, diferente do que acontecia antes.

O Atlético-MG, que vinha brigando com o Corinthians pela liderança, foi prejudicado contra a Chapecoense, quando o time catarinense venceu o jogo com um gol de mão marcado por Apodi, sem contar a expulsão de Leonardo Silva, que foi, no mínimo, bem duvidosa. Na mesma rodada, o Corinthians ganhou do Avaí com um gol mal anulado do adversário por impedimento. É um lance complicado, mas a regra manda favorecer o ataque em caso de dúvida, o que vai contra a decisão do juiz.

Enquanto esse conformismo tomar conta das nossas entidades responsáveis pelo futebol brasileiro, os erros só tendem a acontecer com mais frequência. Apenas colocar árbitros na “geladeira” por causa de falhas não resolve. É preciso trabalhar a possível causa do problema, melhorar a preparação desses profissionais, evitando erros e não esperar que eles aconteçam para depois apenas puni-los.


Nas últimas semanas, muito se falou sobre o empréstimo do Couto Pereira ao Atlético Paranaense e todos os 'problemas' que isso poderia trazer aos clubes. É de se entender que torcedores não queiram que seu clube ceda favores ao maior rival. Porém, precisamos ter em mente que a rivalidade deve ficar nas arquibancadas.

Vi muitas publicações nas redes sociais e em alguns blogs sobre o assunto e boa parte dos torcedores repudiou a atitude dos clubes. Eu realmente acho que essa boa relação entre as diretorias é necessária. Coritiba e Atlético-PR são, hoje, times médios do futebol brasileiro. Juntos, podem ser maiores!

Esqueçam essa briga de egos para ver quem é maior e melhor nisso ou naquilo. Parem e pensem no quanto precisamos (E QUEREMOS) ver um futebol paranaense melhor, forte, com times que realmente nos motivem à ir aos estádios, torcer e ver belos jogos.

Tá, a rivalidade é algo normal no futebol, mas ela tem de ser SADIA! E isso não inclui troca de farpas entre os dirigentes dos nossos times, tá?!

E vou contar uma coisa pra vocês: essa briguinha ridícula não leva à lugar algum! Principalmente se levar em conta a busca pelo fortalecimento do futebol paranaense.

Se queremos uma mudança nas arquibancadas, onde todos se respeitem e, principalmente, SEM VIOLÊNCIA, precisamos mudar esse pensamento antigo. E isso tem que partir das diretorias.

E não venham me dizer que são contra o aluguel porque ''ah mas a sede da torcida organizada é do lado", porque esse respeito tem que partir de TODOS. A sede da organizada é do lado, mas a casa dos integrantes não. Então, não custa passar um dia em casa, secando seu rival, na tranquilidade, né?!

Se todos entenderem a importância disso, teremos um futebol MUITO melhor. RESPEITO É BOM E TODO MUNDO GOSTA. E ter noção às vezes é bom também, viu?!

Então, APENAS PAREM e pensem no que vocês estão falando por aí! Porque tá feio, bem feio.


O preconceito continua invadindo nossas vidas em pleno século XXI. Parece uma piada ainda convivermos com racismo, homofobia, entre outros tipos de preconceito. Absurdo. E com nós, mulheres que gostamos de futebol, a história se repete. Nem todos aceitam que esse esporte tão "machista" pode sim fazer parte do nosso universo feminino.

"Você só gosta de futebol por causa dos jogadores bonitos!"; "Você é mulher, não entende nada!"; "Volta pra cozinha!". As frases são muitas, cada uma com seu ponto de vista e todas com uma característica em comum: o preconceito. Só porquê sou mulher não posso gostar de futebol? Deixo de ser mulher e feminina quando passo a gostar de futebol?

Nascemos em um país onde os meninos, desde muito pequenos, são ensinados a gostar de carros e bolas, enquanto as meninas já brincam de "cuidar da casa", dos "filhos". Vivemos em uma sociedade na sua maioria machista e isso só faz aumentar ainda mais os preconceitos contra as mulheres (e aí, até os homossexuais sofrem as consequências). Qualquer criança que prefira brincadeiras "diferentes" dessas padrões, já é tratada como um ser "anormal".

Para muitos, mulher realmente serve para fazer aquilo que brincamos desde criança: cuidar da casa e dos filhos. Nada mais. Nossos direitos adquiridos às vezes parecem nem valer. Nosso destino é simplesmente esse, nada mais.

É triste saber que ainda há pessoas que pensam assim. E digo pessoas pois não são só os homens. Existem sim MULHERES que também pensam dessa forma arcaica (pasmem!).

Ainda acreditamos em um futuro melhor, um mundo mais compreensível e que respeite as mudanças que a sociedade vive, as diferenças de gênero, raça, opção sexual, culturas,... Porém sabemos que o preconceito nunca irá acabar. Vamos conviver com isso sempre, infelizmente.

Desde que começamos o blog, lá em janeiro de 2012, sofremos várias vezes com gente nos "mandando para a cozinha". Porém nunca nos deixamos abalar por esse tipo de coisa. É triste, nos causa pena, mas não nos abala de forma alguma. Queremos respeito e isso só vamos conquistar através do nosso trabalho, demonstrando que entendemos sim de futebol (até mais que muitos homens!) e vamos ter nosso espaço no jornalismo esportivo.

Cada vez mais as mulheres estão conquistando seu espaço, inclusive no jornalismo esportivo. Já são muitas profissionais na área, que estão lá na beira do gramado, faça chuva ou faça sol, estragando a chapinha ou não, mas sem nunca perder a feminilidade.

É lindo de ver. E nós, assim como essas mulheres inspiradoras, vamos sim buscar e conquistar o nosso espaço, aos poucos, um passo de cada vez. Não há preconceito que nos impeça!

FUTEBOL É COISA DE MULHER SIM, SENHOR!

Sugestão

Há um tempo atrás, lendo textos sobre esse assunto, encontrei um post em um dos blogs do Estadão. O texto se intitula "Não é fácil ser uma mulher que gosta de futebol" e foi escrito por Ruth Manus. Vale a pena a leitura! Abaixo, o link.


Estamos devendo textos e mais textos, sabemos disso. Porém a faculdade, o colégio, o trabalho e o próprio futebol têm tomado conta cada vez mais da nossa rotina. Por isso decidimos adaptar o estilo do blog à essa nossa correria do dia-dia. Não, isso não significa postagens mais raras, mas sim textos com mais qualidade e sem essa rotina de posta-los em datas e horários cronometrados.

Criamos o blog com o intuito de defender o futebol paranaense e, acima de tudo, de defender as mulheres nesse meio tão "masculinizado". E é isso que vamos continuar fazendo, porém, de uma maneira diferente. Queremos discutir assuntos, colocar nossa opinião, mostrar o quanto podemos entender desse esporte tão amado no nosso país.

Erros de arbitragem, brigas nas arquibancadas, escândalos envolvendo a instituição máxima do futebol brasileiro e até mesmo a do mundial, polêmicas e roubos nas arenas e estádios construídos para a Copa de 2014, racismo,... São tantos assuntos que vêm nos incomodando que se for pra listar ficaremos aqui durante dias escrevendo esse post!

Queremos sim mostrar nossa indignação quanto à esses temas polêmicos e problemas que vêm ocorrendo em meio ao nosso amado futebol. Achamos sim que podemos auxiliar nisso e acreditamos em um futebol (principalmente o paranaense) melhor um dia.

Então, nos aguardem, que novidades estão por vir! Cada vez mais queremos nossos leitores perto, interagindo, participando e opinando. Vamos, juntos, lutar por um futebol melhor?!

Sugestão de leitura

Pra começar, uma sugestão de leitura: nessa semana, o blogueiro da ESPN Mauro Cézar Pereira, escreveu um texto simplesmente fantástico, intitulado "O torcedor-cliente". O post fala sobre como o futebol está se tornando um produto no Brasil e, os torcedores, os clientes. 

O que acontece dentro de campo interessa cada vez menos, está virando segunda opção até mesmo para quem está nas arquibancadas. Arquibancadas estas cada vez menos ocupadas pelos verdadeiros e apaixonados torcedores, pelo povão, e cada vez mais usadas pela elite, pelos meros espectadores. Para quem quiser ler e fazer essa reflexão, deixo abaixo o link do texto.


Por Karoline Mokfianski
Reformulada, Arena da Baixada segue exigências.
Foto: Karoline Mokfianski
Tarefa fácil para a maioria da população, ir ao estádio pode ser uma dificuldade para os 24 milhões de cadeirantes brasileiros. Leis de acessibilidade nos estádios ajudam a assegurar o direito a esses torcedores, porém mesmo com fiscalização das federações, obstáculos passam despercebidos.

A lei da acessibilidade garante o acesso de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida a qualquer espaço, inclusive estádios de futebol. Apesar de pouco lembrada, é norma também no estatuto do torcedor e exigência das federações aos clubes para a disputa de qualquer competição profissional.

Em Curitiba, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) é a entidade responsável por averiguar e fiscalizar o cumprimento da lei de acessibilidade nos estádios. “O papel da FPF é fiscalizar os laudos de inspeções nos estádios, cabendo ressaltar que um laudo só tem aprovação se atender às exigências e normativas vigentes, entre as quais, as do Estatuto do Torcedor”, explicou o vice-presidente da FPF Reginaldo Cordeiro.

Os clubes que não cumprirem com a lei podem sofrer punição, como perda de mando de jogo, além da obrigatoriedade de adequar o estádio para que uma nova vistoria seja feita. Os torcedores portadores de deficiência que se sentirem lesados e não tiverem fácil acesso aos estádios devem procurar um advogado.
“A lei de acessibilidade não se restringe apenas aos deficientes e abrange também pessoas com mobilidade reduzida e obesos. Os estádios são obrigados a ter ao menos 1% da capacidade total para cada “categoria”, sendo 1% para deficientes, 1% para obesos, e assim seguindo”, explicou o advogado desportivo Leandro Malucelli.

No futebol paranaense, clubes buscam seguir lei

A Arena da Baixada, reformulada para a Copa do Mundo de 2014, recebeu adequações para seguir a lei de acessibilidade e tornar o acesso mais fácil. Elevadores conduzem os torcedores a lugares específicos e adaptados, que somam 120 cadeiras, incluindo cadeiras para acompanhantes. Independente se o ingresso adquirido pelo torcedor for mais barato, ele será realocado para o espaço adequado e com melhor visão.

Já no Couto Pereira, as dificuldades são mais visíveis, pois há poucas rampas e muitos degraus. Os torcedores cadeirantes têm acesso a todos os setores do estádio, mas barreiras os impedem de fazer isso sem ajuda. No setor geral, por exemplo, existe um local para que eles possam assistir aos jogos, entretanto para chegar até esse local é preciso descer 10 degraus.

“Já me ofereceram lugares que muitos acham mais adequados, como o setor Protork e outros setores das sociais, mas eu sempre gosto e prefiro ficar na arquibancada”, declarou o torcedor coxa-branca Jairton Rocha, portador de distrofia muscular e que frequenta o Couto Pereira mesmo em cima de uma maca.

O Ecoestádio, apesar de menor, apresenta todas as adequações, como rampas de acesso e banheiros adaptados para cadeirantes. O torcedor cadeirante deve entrar pelo portão do estacionamento, onde há vagas reservadas para deficientes. Para assistir ao jogo, há uma rampa que dá acesso aos locais destinados a esses torcedores.

“Mesmo sozinho e/ou sem carro, o cadeirante não terá nenhum problema para o acesso, pois a locomoção dentro Ecoestádio é fácil”, contou o presidente do JMalucelli, Juarez Malucelli.


O Paraná Clube informou, via assessoria de imprensa, que o clube conta com “uma presença razoável de torcedores com deficiência no estádio. Eles não pagam ingresso. O estádio possui entradas específicas para estas pessoas e eles têm acesso livre. O local que eles ficam é o setor social”.


Rafhael Lucas marca dois e assegura artilharia da competição.
Foto: Divulgação/Site Oficial do Coritiba
No domingo (05), no oeste do estado, o Coritiba venceu o Cascavel por 3 a 1 e está mais perto da semifinal. No jogo decisivo, que está marcado para quarta-feira (08), o alviverde pode até perder que estará classificado para a semifinal do Paranaense.

Com a volta de sete jogadores que estavam suspensos na última rodada, o Coritiba teve força total para o jogo. O único desfalque foi Leandro Almeida, que segue no departamento médico. Marquinhos Santos escalou a equipe com Vaná; Norberto, Luccas Claro, Welinton e Carlinhos; Hélder, João Paulo e Alan Santos; Negueba, Wellington Paulista e Rafhael Lucas.

As equipes começaram se estudando, tentando aproveitar os contra-ataques e investindo nos lançamentos, que não surtiam efeito lá na frente. Passes e levantamentos equivocados prejudicaram as equipes. A partida teve forte marcação e foi equilibrada na maior parte do primeiro tempo. O Coritiba conseguiu furar a defesa do Cascavel no final da primeira etapa, quando Alan Santos desviou de cabeça pro gol, aos 41'. 

No segundo tempo, o time do oeste do estado teve um gol anulado em lance, no mínimo, duvidoso de impedimento assinalado pela arbitragem. Logo aos seis minutos de bola rolando, o Coritiba aumentou a vantagem com Rafhael Lucas. O Cascavel ainda teve mais um impedimento marcado, desta vez legítimo. O Coxa administrou o placar e o favoritismo no jogo, sabendo que era superior tecnicamente. Aos 33 minutos da etapa complementar, Rafhael Lucas marcou mais um, o segundo dele e o terceiro do Verdão no jogo. No último minuto, a equipe do técnico Paulo Foiani ainda teve tempo de diminuir o placar. Carlinhos colocou a mão na bola dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Everton bateu e fez o gol de honra do Cascavel na partida.

"Foi um jogo difícil, não foi brilhante tecnicamente. Nós sabíamos que o Cascavel viria com uma pressão inicial e a nossa equipe foi encontrando um padrão e se adaptando ao campo. O Cascavel vai a Curitiba na quarta-feira e é um jogo perigoso e é um resultado aberto", analisou Marquinhos Santos.

O jogo que decide a vaga na próxima fase entre as equipes está marcado para a próxima quarta-feira (08), às 19h30, no Couto Pereira. João Paulo, que sofreu uma pancada no nariz e saiu do jogo direto pro hospital, treinou normalmente e deve ir para o jogo. 


Coritiba terminou na liderança e enfrenta o Cascavel no mata-mata.
Foto: divulgação/Site Oficial do Coritiba
A primeira fase do Campeonato Paranaense chegou ao fim e os confrontos para a próxima fase já estão definidos. As partidas da última rodada aconteceram no domingo (29), todos às 16h00. Seis jogos definiram os oito classificados para as quartas e os quatro últimos que irão disputar o "Torneio da Morte".

No clássico da rodada, o Paraná recebeu o Coritiba na Vila Capanema com portões fechados. Com o 0 a 0 no placar, o Coxa terminou na liderança, com 26 pontos, enquanto o Paraná Clube é o sexto, com 18 pontos.

Ainda acreditando na liderança, o JMalucelli foi até Maringá enfrentar os donos da casa. Precisando vencer e torcendo por um tropeço do Coxa, o Jota acabou derrotado por 2 a 1 e terminou a classificação em segundo, com 23 pontos. O Maringá ficou na quarta colocação, com 20 pontos conquistados.

No Germano Krüger, o Operário recebeu o Rio Branco, que ainda buscava a pouca chance de classificação. Com direito a hat-trick de Douglas, o Fantasma venceu por 3 a 1 e terminou na terceira posição, somando 20 pontos. Já o Rio Branco terminou em décimo e vai disputar o Torneio da Morte.

Precisando vencer e torcendo por outro resultado, o Atlético foi a campo diante do Londrina, no Café. O Furacão não conseguiu chegar à vitória, ficando na nona colocação e vai disputar o Torneio da Morte. Já o Tubarão, que venceu por 1 a 0, terminou em quinto, com 18 pontos.

O Cascavel, buscando a classificação entre os oito primeiros, foi até o ABC enfrentar o Foz do Iguaçu. O time da fronteira saiu atrás no placar, mas conseguiu a virada. Porém, o Cascavel buscou o empate e a classificação, terminando em oitavo lugar, com 14 pontos. O placar final ficou em 2 a 2. O Foz foi o sétimo colocado, com 17 pontos somados.

No jogo dos lanternas da competição, o Nacional recebeu o Prudentópolis. As equipes empataram em 2 a 2 e ambos disputam o Torneio da Morte. O Prude foi o lanterna, com 3 pontos. Já o Nacional terminou o Estadual com um ponto a mais, na 11ª posição.

Quartas de final

CORITIBA X CASCAVEL
JMALUCELLI X FOZ DO IGUAÇU
OPERÁRIO X PARANÁ CLUBE
MARINGÁ X LONDRINA
*Coritiba, JMalucelli, Operário e Maringá decidem os confrontos em casa.

Torneio da Morte

ATLÉTICO PARANAENSE
RIO BRANCO
NACIONAL
PRUDENTÓPOLIS


Rafhael Lucas marca novamente e é o artilheiro do Paranaense.
Foto: Divulgação/Site Oficial do Coritiba
No domingo (15), o Coritiba venceu  JMalucelli, no Eco Estádio. O jogo marcou o duelo pela liderança entre as equipes. Com 2 a 0 no placar, o alviverde assumiu a ponta da classificação. Os gols foram marcados, mais uma vez, por Rafhael Lucas e Wellington Paulista.

Com duas baixas, Leandro Almeida e Alan Santos, e o retorno de Hélder, o Coritiba foi escalado diferente em relação à última partida. Marquinhos Santos montou o Coritiba com Vaná; Norberto, Luccas Claro, Welinton e Carlinhos; Helder, Rosinei e João Paulo; Negueba, Rafhael Lucas e Wellington Paulista.

Já o Jotinha, foi à campo com Fabricio, Alex Fraga, Gustavo, Leandro Silva, Ronaldo, Camargo, Netinho, Cristovam, Fabinho, Bruno Batata e Edu Amparo.

Rafhael Lucas e Wellington Paulista marcam e Coritiba vence

Wellington Paulista comemora gol ao lado de Negueba.
Foto: Divulgação/Site Oficial do Coritiba
O Coritiba fez um bom jogo, principalmente no primeiro tempo, quando marcou bem os espaços e aproveitou contra-ataques. Ficou no quase em várias oportunidades. Aos 34 minutos, Wellington Paulista desviou na área e a bola sobrou para Rafhael Lucas balançar a rede, abrindo o placar no Janguito Malucelli. Com duas substituições forçadas, de Rosinei ainda no primeiro tempo e João Paulo no segundo, o alviverde diminuiu um pouco o ritmo. Com isso, o JMalucelli passou a ter mais chances de ataque e assustou algumas vezes. Porém, o Coritiba administrava a partida. Faltando dez segundos para o apito final, Wellington Paulista marcou e fechou o placar, selando a vitória do Coxa.

Com a vitória, o Coritiba é o líder da competição, com 22 pontos conquistados em nove jogos. Já o Jotinha é o segundo colocado, com 20 pontos.

Próximos compromissos

Na próxima rodada o Coritiba recebe o FC Cascavel, no Couto Pereira. A partida está marcada para o sábado (21), às 18h30. No domingo (22), às 16h00, o JMalucelli recebe o Londrina, no Eco Estádio.


O gol da vitória foi marcado por Rafhael Lucas.
Foto: Karoline Mokfianski/Blog Salto Alto FC
No domingo (08), dia Internacional das Mulheres, o Coritiba recebeu o Londrina no Couto Pereira. A partida que fechou a sétima rodada do Paranaense foi tomada pelas torcedoras, que contrariam os "padrões" e comparecem ao estádio. No campo, o Coritiba não fez um bom jogo, assim como o Londrina. Porém, a estrela de Rafhael Lucas brilhou mais uma vez e o alviverde venceu a partida por 1 a 0.

A vitória diante do Londrina colocou o Coritiba na vice liderança, atrás apenas do JMalucelli. O alviverde soma 16 pontos, enquanto o Jotinha tem um a mais. O Londrina tem 13 pontos e ocupa a quarta colocação.

ESCALAÇÃO

O Coritiba foi à campo com a mesma escalação da última partida, diante do Vila Nova, pela Copa do Brasil. No sistema 4-3-3, a equipe jogou sem nenhum meia de criação e três volantes. O técnico Marquinhos Santos montou o Coritiba com Vaná; Norberto, Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Hélder, João Paulo e Alan Santos; Negueba, Wellington Paulista e Rafhael Lucas.

Já o Londrina entrou em campo com Vitor, Lucas Ramon, Dirceu, Silvio, Germano, Allan Vieira, Bidia, Rone Dias, Celsinho, Arthur e Hiago. A equipe é comandada pelo técnico Cláudio Tencati.

COM GOL DE PÊNALTI, CORITIBA VENCE

O Coritiba começou melhor a partida e permaneceu assim durante quase toda a primeira etapa. O Londrina chegou ao ataque e tentou equilibrar o jogo, porém o alviverde foi mais ofensivo. Depois de tanto tentar e pressionar, o gol veio. Aos 45 minutos da primeira etapa, Germano derrubou Rafhael Lucas na área, após boa jogada do atacante com Wellington Paulista. O árbitro marcou pênalti e Rafhael Lucas foi para a cobrança. O "piá do Couto" não desperdiçou a oportunidade e mandou para as redes, abrindo o placar para o Coritiba.

No segundo tempo, o Londrina foi pra cima e pressionou. Sem um meia de criação e com os três atacantes tendo que voltar para buscar jogo, o Coritiba caiu de produção. Com isso, o alviverde chamou o Tubarão pra cima e passou a ter dificuldades para sair para o jogo. As poucas chances de contra-ataque que o time da casa teve para matar o jogo não foram aproveitadas. Lançamentos e passes equivocados fizeram o Coritiba quase tomar o empate diversas vezes. Porém, o ataque celeste não conseguiu ser eficiente e o Coxa conquistou a vitória.

PRÓXIMO COMPROMISSO

Na próxima rodada, o Coritiba recebe o Rio Branco, no Couto Pereira. O jogo está marcado para quinta-feira (12), às 19h30. O zagueiro Leandro Almeida sentiu e deixou o campo mais cedo. Ele deve ser reavaliado para saber se tem condições de jogo. Assim como o goleiro Vaná, que mesmo com dores fortes na costela seguiu na partida. Já o Tubarão enfrenta o Prudentópolis, na quarta-feira (11), às 20h00.